[Hemangioma] Caracterização do Hemangioma Hepático através da Tomografia e da Ressonância.

Hemangioma Hepático - Bons Estudos.

HEMANGIOMA HEPÁTICO

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Das lesões tumorais benignas que afetam o fígado, os Hemangiomas Hepáticos são um dos mais comuns. Histologicamente, hemangiomas são caracterizados por múltiplos canais ou espaços vasculares de preenchimento sanguíneo delimitados por células endoteliais com fino estroma fibroso. A etiologia do Hemangioma Hepático ainda é desconhecida, podendo ser relacionada à lesões congênitas no fígado de crescimento lento, ocorrido pela ectasia de espaços  vasculares existentes ou após sangramentos e trombose intratumoral. Geralmente, tal lesão é única, menor do que 5 cm sendo descoberta de maneira incidental durante exames rotineiros devido a grande maioria não manifestarem sintomatologia ao paciente.

Rotineiramente, exames de imagem do abdome superior constatam um aumento de frequência no aparecimento de tumores hepáticos benignos. Tal frequência dá-se muito por conta da amplitude de acesso à exames de Ressonância Magnética (RM) por exemplo, além da Tomografia Computadorizada (TC) que após a ultrassonografia tornou-se o principal método de avaliação por imagem de estruturas abdominais.

Pequenos Hemangiomas (capilares), detêm características de hiper vascularização devido alto fluxo dentro dos espaços vasculares que compõe a lesão. Tais lesões, ainda mais quando múltiplas podem simular manifestações neoplásicas de caráter secundário (metástase), nesses casos  a correlação clínica  é fundamental.

Todas as características descritas sobre o diagnóstico diferencial entre hemangiomas e neoplasia primária, torna-se ainda mais crucial quando trata-se de pacientes portadores de hepatopatia crônica (Cirrose Hepática).

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Caracterização por Tomografia Computadorizada.

  • Na TC, o hemangioma detêm marcada hipodensidade na fase sem contraste. Seu formato pode ser variado, arredondado, oval ou até irregular, esses últimos são mais frequentes. A dinâmica do contraste baseia-se em realce periférico na fase arterial, nas fases portal e tardia, a lesão tende a se hemogeneizar de maneira centrípeta. Quanto maior a lesão, mais homogeneidade aparece nas imagens dinâmicas em razão da formação de trombo, presença cálcica e de processo cicatricial central.
  • Hemangiomas “Gigantes” (>10cm) podem muitas vezes apresentar degenerações císticas e áreas de calcificação, características estas, já presentes no estudo pré contraste. Pequenos hemangiomas (<2cm) também classificados como capilares, podem apresentar homogeneidade de impregnação do meio de contraste já em fases precoces (arterial e portal). Através da Tomografia Computadorizada de abdome (TC), a sensibilidade e especificidade alcança índices de 75% a 90%.

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Imagem de TC demonstrando extensa lesão hipodensa em fase pré contraste com calcificações centrais, tendendo-se ao realce progressivo em fases pós contraste.

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Imagens de TC localizadas em região hepática demonstrando hemangioma e padrão típico de impregnação ao meio de contraste.

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Imagens de TC localizadas em região hepática demonstrando pequena imagem nodular (<2cm) caracterizando Hemangioma Capilar.

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Caracterização por Ressonância Magnética.

  • Em RM, as características descritas podem ser por lesão bem definida, moderadamente hiperintensa em ponderação T2, com impregnação já homogênea em fases precoces ou nodular periférica em fase arterial, tendendo-se à homogeneização em fases mais tardias. O marcado hipersinal em sequências ponderadas em T2 pode ser melhor visto e descrito com número de TE (tempo de echo) maior ou igual a 130 ms. Com esse valor de TE, é notável a permanência da intensidade de sinal do hemangioma.
  • Na busca por lesões hepáticas focais, imagens sob ponderação T2 são fundamentais para diferenciação de benignidade e malignidade, além da avaliação de doenças hepáticas difusas entre outras. A possibilidade de aquisição de imagens em vários planos, o alto contraste entre as estruturas de partes moles e a análise de comportamento vascular das lesões durante a aquisição dinâmica, potencializam seu uso como ferramenta diagnóstica. Com o uso da Ressonância Magnética, a sensibilidade e a especificidade são superiores a 90% para o diagnóstico de Hemangioma Hepático.

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Imagens de RM focalizadas para lesão hepática de impregnação do meio de contraste em ponderação T1 com supressão de gordura durante aquisição dinâmica (pré contraste, arterial e portal) nesse caso.

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Imagem em ponderação T2 evidencia lesão em aspecto de massa com alta intensidade de sinal.

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Prof. Me. Raphael Ruiz

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Referência:
DE SOUZA, Matheus Carneiro; ALVES, Karla. CARACTERIZAÇÃO DO HEMANGIOMA HEPÁTICO ATRAVÉS DA RESSONÂNCIA MAGNÉTICA E TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA. UMA REVISÃO NA LITERATURA. UNILUS Ensino e Pesquisa, v. 13, p. 44-49, 2016.

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