[PET/RM] Novo método de imagem híbrida inicia experiências preliminares no Brasil.

PET/RM - Bons Estudos.

PET/RM – RESSONÂNCIA MAGNÉTICA

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Nos últimos anos, imagens médicas com tecnologias híbridas tornaram-se amplamente aceitas e utilizadas na prática clínica. O primeiro sistema integrado de PET e Ressonância Magnética (PET/RM) de corpo inteiro, foi introduzido recentemente.

A adoção do (PET/RM) foi muito mais lenta do que a da PET associada à Tomografia Computadorizada (PET/TC). Acredita-se que os custos de equipamentos operacionais e a logística envolvida sejam responsáveis pela adoção do método. Além disso, as vantagens diagnósticas em relação a modalidades de alto desempenho já bem estabelecidas como a (PET/TC) são de difícil comprovação.

As possíveis vantagens da (PET/RM) incluem excelentes contrastes e resolução, menor radiação ionizante em comparação ao (PET/TC), o alto contraste de tecidos moles e a capacidade funcional da Ressonância Magnética (RM). Esta nova tecnologia, que fornece informações anatômicas e moleculares de forma simultânea, pode vir a atingir níveis de sucesso semelhantes aos obtidos com a (PET/TC), principalmente em casos oncológicos em que a avaliação por RM é mais indicada do que a Tomografia Computadorizada, devido ao contraste superior de tecidos moles. Por isto, é uma modalidade promissora para exames de imagem de pacientes oncológicos para avaliar o cérebro, cabeça e pescoço, o fígado e a pelve.

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1 – PET/RM de corpo inteiro na oncologia: É especialmente indicada em casos que se beneficiam tanto das vantagens da PET na detecção de doença extramedular, como da superioridade da RM na detecção de compressão medular, doença extramedular e sítios residuais ativos após o tratamento. Consequentemente, esta nova tecnologia constitui uma alternativa atraente para avaliação do mieloma múltiplo e de metástases ósseas.

2 – PET/RM de cabeça e pescoço: Este método é de interesse devido ao contraste superior de tecidos moles e à menor suscetibilidade da RM a artefatos gerados por implantes dentários metálicos, em relação à TC. A alta resolução espacial e o alto contraste da RM são fundamentais para o estadiamento de tumores e linfonodos regionais nesta complexa região anatômica, dada a capacidade da técnica de delimitar a extensão do tumor e distinguir o envolvimento linfonodal dos tecidos adjacentes normais. Além disso, pode ser útil na detecção da disseminação metastática remota, contribuindo para o planejamento pré cirúrgico e radioterápico.

3 – PET/RM de pelve feminina e masculina: Para a pelve feminina é indicada como exame suplementar em casos suspeitos de envolvimento cervical macroscópico ou doença extrauterina. Proporciona maior confiança diagnóstica na discriminação entre lesões benignas e malignas quando comparado à (PET/TC). Já na pelve masculina é indicada para detecção, estadiamento e avaliação do câncer recorrente de próstata. Resultados superiores aos obtidos com a (PET/TC) na avaliação do leito prostático foram relatados.

4 – PET/RM em neurologia: É modalidade de imagem de eleição para avaliação neuro-oncológica de doenças neurodegenerativas e de quadros de epilepsia. A (PET/RM) multimodal pode fornecer informação funcional de interesse, facilitando a identificação de padrões degenerativos específicos de doença de Parkinson, atrofia multissistêmica, paralisia supranuclear progressiva e degeneração corticobasal.

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Imagens de 18F-FDG PET/RM de corpo inteiro de um paciente do sexo masculino com mieloma múltiplo após a quimioterapia, mostrando atividade metabólica residual na crista ilíaca direita e linfonodo supraclavicular esquerdo hipermetabólico (setas). (Imagem Esquerda) PET projeção em máxima intensidade; (Imagens Centro e Direita) imagem fusionada de PET/RM, corte ponderado em T1.

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Imagens de 18F-FDG PET/RM cerebral de um paciente do sexo masculino com doença de Parkinson e comprometimento cognitivo, mostrando déficit de metabolismo da glicose e redução volumétrica no hemisfério cerebral esquerdo. (Imagem Esquerda) Corte coronal ponderado em T2; (Imagens Centro e Direita) Imagem fusionada de PET/RM (sequência FLAIR).

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Prof. Me. Raphael Ruiz

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Referência:
VITOR, Taise et al. PET/MRI: a novel hybrid imaging technique. Major clinical indications and preliminary experience in Brazil. Einstein (São Paulo), v. 15, n. 1 , 115-118, 2017.

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