[Osteossarcoma] Conheça as principais características imagenológicas dessa importante patologia.

Osteossarcoma - Bons Estudos.

CARACTERÍSTICAS IMAGENOLÓGICAS DE OSTEOSSARCOMA

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O Osteossarcoma é o tumor ósseo maligno primário mais comum. Esses tumores ocorrem quase exclusivamente em crianças e em adultos jovens (menos de 30 anos de idade). Embora o Osteossarcoma ocorra tipicamente na extremidade de um osso longo, pode surgir  em qualquer parte do esqueleto com frequência suficiente, de tal modo que a sua localização não constitui um fator discriminativo útil. Essas lesões são habitualmente destrutivas, com esclerose (condição onde a densidade do osso aumenta significativamente ) óbvia da nova formação de osso ou de esclerose reativa do tumor. Todavia, em certas ocasiões, o Osteossarcoma pode ser totalmente lítico (causar danificação óssea grave).

Existem muitos tipos e classificações diferentes de Osteossarcomas, mas com pouca finalidade para o radiologista na sua diferenciação. A Ressonância Magnética de um Osteossarcoma geralmente revela um grande componente de tecido mole com sinal alto e baixo heterogêneo em ambas as imagens T1 e T2.

O Osteossarcoma Paraosteal deve ser diferenciado do Osteossarcoma Central. O Osteossarcoma Paraosteal origina-se do periósteo do osso e cresce fora do osso. Com frequência, circunda a diáfise sem penetrar no córtex. Ocorre num grupo etário mais avançado do que o Osteossarcoma Central e não é tão agressivo nem fatal enquanto não se estender na porção medular do osso.

O tratamento consistia em simplesmente raspar o tumor do osso a partir do qual tinha surgido, entretanto, as taxas de recidiva eram tão altas que, hoje em dia, são efetuadas amplas excisões. Quando um Osteossarcoma Paraosteal invade o córtex do osso adjacente, é considerado tão agressivo quanto um Osteossarcoma Central, sendo tratado de modo semelhante, isto é, por amputação ou excisão radical.

O radiologista precisa avaliar a lesão quanto à invasão do córtex adjacente para ajudar a estabelecer o tratamento e o prognóstico. Essa avaliação é mais bem efetuada na Tomografia Computadorizada ou Ressonância Magnética. A parte posterior do fêmur, que fica mais próxima ao joelho, constitui um local comum de origem dos Osteossarcomas Paraosteais.

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Osteossarcoma. (A) Observa-se uma lesão lítica e esclerótica mista na porção proximal da tíbia de uma criança, que é característica de Osteossarcoma Osteogênico. (B) A RM T1 coronal mostra toda a extensão no tecido mole. (C) Os mesmos achados também são observados em T2.

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Osteossarcoma. Observa-se uma lesão densamente esclerótica na porção proximal da tíbia de uma criança, que é característica de Osteossarcoma.

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Osteossarcoma Paraosteal. (A) A radiografia lateral do joelho mostra um lesão óssea que surge do córtex posterior da porção distal do fêmur, com grande massa de tecido mole calcificada. Observe que a calcificação mais densa é central, enquanto a periferia está apenas levemente calcificada. (B) A TC através da lesão revela a invasão da porção medular do osso pelo tumor. Trata-se de um sinal prognóstico sombrio, que fornece uma informação essencial para o cirurgião.

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Osteossarcoma Paraosteal. (A) radiografia simples lateral em outro paciente com Osteossarcoma Paraosteal mostra a calcificação do tecido mole que se estende desde a parte posterior do fêmur. (B) A imagem de RM em T1 axial revela considerável comprometimento do osso. Mostra também que as estruturas vasculares não estão envolvidas com o componente de tecido mole.

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Prof. Me. Raphael Ruiz

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Referência:
BRANT, Willian E.; HELMS, Clyde A. Fundamentos de Radiologia: diagnóstico por imagem. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara, 2012

 

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  • Rodrigo

    Muito boa a aula. Parabéns pelo ótimo conteúdo.