[Linfoma] Conheças as Características Imagenológicas do Linfoma de Intestino Delgado.

Linfoma de Intestino Delgado - Bons Estudos.

LINFOMA DE INTESTINO DELGADO

Características Imagenológicas de Linfoma de Intestino Delgado.

O Linfoma é responsável por cerca de 20% de todos os tumores malignos do Intestino Delgado. O Trato GI é o local mais comum de origem extraganglionar  de linfoma, sendo o Intestino Delgado mais comumente atingido. A maioria dos casos são de Linfoma não-Hodgkin (neoplasia maligna que se originou  nos linfonodos, que são muito importantes no combate a infeccções. Foi assim denominado de maneira a distingui-lo da doença de Hodgkin, um subtipo particular de linfoma) do tipo de células B. Clinicamente, o Linfoma não-Hodgkin acomete o Trato GI em 30% dos casos, sendo mais frequente no Ileo Distal, onde a concentração de tecido linfóide é maior. Os estudos radiológicos contrastados  e a Tomografia Computadorizada apresentam contribuição significativa no diagnóstico desta grave patologia.

Seus padrões morfológicos de comprometimento incluem infiltração difusa, mas exofítica (com protrusão da massa tumoral em direção à luz), massa polipoide e múltiplos nódulos. São observados múltiplos locais de acometimento em 10 a 25% dos casos. A dilatação aneurismática da luz é uma característica do linfoma causada pela substituição da túnica muscular e destruição do plexo autônomo pelo tumor, sem induzir fibrose. Por conseguinte, a obstrução é incomum.

Os estudos radiológicos com bário mostram mais frequentemente:

  • Espessamento da parede com pregas irregulares e deformadas em consequência da infiltração submucosa de células;
  • O espessamento das pregas pode ser liso e regular nos estágios iniciais, devido ao bloqueio linfático no mesentério;
  • Nas fases mais tardias, observa-se apagamento das pregas, com mais infiltração celular na parede intestinal;
  • Luz estreitada, alargada ou normal;
  • Lesões cavitárias contendo líquido;
  • Massas polipoides que podem causar intussuscepção;
  • Múltiplos defeitos de enchimentos raros, com mais de 4mm, de tamanho variável e distribuição não-uniforme;
  • É comum haver ulceração superficial.

Linfoma não-Hodgkin. A seriografia EED revela defeitos de enchimento polipoides (setas) na terceira porção do duodeno (D), causados por massas de linfoma na parede intestinal. A alça duodenal está alargada e o jejuno está deslocado lateralmente.

Na Tomografia Computadorizada revela-se:

  • Espessamento circunferencial na parede acometendo um longo seguimento do Intestino Delgado;
  • Apagamento das pregas;
  • Nodularidade da mucosa e espessamento excêntrico da parede.

Em geral, o linfoma exofítico apresenta densidades uniforme de tecidos moles e pouco realce, se houver algum, com a administração de contraste. Trata-se  de um achado diferencial  em comparação com os tumores do estroma GI e o adenocarcinoma, que exibem habitualmente realce proeminente. A Tomografia Computadorizada revela prontamente achados associados de linfoma, incluindo adenopatia mesentérica e retroperitoneal e hepatoesplenomegalia. O mesentério pode exibir uma grande massa confluente que engloba múltiplas alças intestinais ou linfonodos individuais aumentados. O “Sinal de Sanduíche” refere-se à preservação do revestimento de gordura circundando os vasos mesentéricos, que estão envolvidos linfonodos comprometidos.

Linfoma não-Hodgkin. A TC mostra espessamento excêntrico da parede (setas) de múltiplas alças do Intestino Delgado.

“Sinal em Sanduíche”. Linfoma Mesentérico. A TC revela massas confluentes de linfonodos aumentados (N) no mesentério do Intestino Delgado, produzindo essa característica ao envolver vasos sanguíneos mesentéricos (seta).

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Professor Raphael Ruiz.

Referência:
– BRANT, Willian E.; HELMS, Clyde A. Fundamentos de Radiologia: Diagnóstico por Imagem. 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara, 2012. 3 v. 1014 p. ISBN 9788527714907.

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