[PET – RM] Conheça com detalhes, os avanços proporcionados pela PET-RM para os Estudos Neurológicos.

PET-RM - Bons Estudos.

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CURIOSIDADES RADIOLÓGICAS

A integração da Tomografia por Emissão de Pósitrons (PET) com a Ressonância Magnética (RM), tem sido alvo de diversos estudos nos últimos anos. o PET é a modalidade de imagem mais sensível e específica na detecção de alterações metabólicas, entretanto, apresenta limitada resolução espacial. Por outro lado, a RM apresenta importante resolução espacial, além de avaliar estruturas com intensidade de sinal de partes moles com excelente contraste. O objetivo deste estudo é demonstrar as potenciais aplicações clínicas da fusão de imagens de PET e RM. A fusão por programa de imagens do cérebro por estas duas modalidades tem acurácia bem estabelecida.

 As aplicações clínicas mais atraentes dessa abordagem, é o estudo funcional de PET com excelente detalhamento anatômico da RM, que possibilita identificação dos pacientes com déficit cognitivo  com maior risco de progressão para demência e distinção de demências, como também síndromes parkinsonianas. Supõe-se grande potencial nessa integração para o diagnóstico de doenças neurológicas, isto porque o PET é um método muito sensível para a detecção de alterações metabólicas, mas com limitada resolução espacial. Por outro lado a RM, além de apresentar importante resolução espacial, avaliando com excelente contraste estruturas com sinal de partes moles como o cérebro, possui ainda capacidades funcionais.

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ASPECTOS TÉCNICOS

Basicamente, existem três maneiras de integrar o PET com a RM:

1 – Os aparelhos PET e RM são independentes e ficam localizados em salas distintas. A integração das imagens é feita por programas especializados, gerando assim uma flexibilidade , já que os sistemas podem ser usados separadamente.

2 – Imagens sequenciais são realizadas em aparelhos distintos, só que neste caso, o paciente fica na mesma maca de exame, sendo que esta é transferida entre máquinas. É portanto, hadware-fused.

3 – Por último, por meio de sistemas completamente integrados, em que se realiza a aquisição simultânea das imagens. Por exemplo, em uma única posição de mesa, nem o paciente, nem a maca movimentam-se. Em alguns casos, a aquisição simultânea de imagens é fundamental, já que determinados radiofármacos tem farmacocinéticas diferentes.

A fusão de imagens por programas especializados já era usada mesmo antes do advento dos aparelhos híbridos. De fato, foi este método de fusão que iniciou o caminho da integração das imagens por sistemas híbridos. A fusão de imagens de PET cerebral com FDG e RM tornou-se um dos métodos mais atraentes na avaliação não invasiva de doenças neurológicas, como Déficit Cognitivo/Demência e Epilepsia.

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Figura 1 – Paciente J.C.L.M de 45 anos de idade, com história de déficit cognitivo com piora lenta e progressiva notadamente há três anos. Cortes axiais (A) e coronais (B) de RM e fusão PET-RM mostram significativo aumento dos sulcos parietais associado a importante hipometabolismo desses lobos, mais pronunciado do que os temporais, sugestivo de doença de Alzheimer. Observar ainda, relativa preservação do metabolismo nos lobos frontais.

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Figura 2 – Paciente E.J.M de 68 anos de idade, com diagnóstico clínico de demência frontotemporal há quatro anos. Cortes axiais (A), sagitais (B) e coronais (C) de RM, PET e fusão PET-RM. observa-se acentuado hipometabolismo, principalmente dos lobos frontais, seguido de forma menos acentuada, dos lobos parietais e temporais. Observar a preservação do metabolismo em córtex sensório-motor e visual (setas). Há discrepância de achados entre o PET e a RM, esta última evidenciando dilatação dos ventrículos supratentoriais e sulcos mais evidentes.

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Figura 3 – Paciente G.M.R de 30 anos de idade, portador de epilepsia refratária a tratamento medicamentoso. Na linha (A) percebe-se discreta hipocaptação  no lobo occipitoparietal à esquerda, sem alterações na sequência pesada em T1 (setas brancas). Na sequência FLAIR linha (B) nota-se espessamento cortical associado a um hipersinal, compatível com displasia cortical (seta amarela). Este paciente foi operado e encontra-se livre de crises.

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Professor Raphael Ruiz.

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REFERÊNCIA.
CAVALCANTI FILHO, José Leite Gondim et al. PET-RM neurológico com FDG-18F: ensaio iconográfico. Radiologia Brasileira, v. 43, n. 3, p. 195-201, 2010.

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  • Adorei

  • Adorei o conteúdo das imagens sobre a fusao da Pet-RM pois ajuda encontrar as patologías, a imagem diferencia nas cores destacando a patología. Parabéns prof. Raphael Ruiz pelo teu projeto, pois esta me ajudando sempre agregar em meus conhecimentos. E de outras pessoas também.

  • Ana Maria Trindade Favacho

    Conteúdo maravilhoso